favoritos de junho
Os favoritos de junho trazem música, podcasts, séries, filmes e um documentário, aulas de literatura e de história, concertos, um evento, São João, um batom, uma francesinha repetida, cafés e sidras.
Há umas semanas conversava com uns colegas de trabalho sobre como junho parece um mês diferente, um mês de transição, mais leve e curto do que os restantes, mas cheio de eventos. É curioso que eu continue a pensar assim quando, nos últimos anos, junho tem pesado toneladas. Os feriados e as festividades podem dar a sensação de um mês dançante, mas a verdade é que ainda não foi este ano que voltei a sentir junho como um mês leve. Pelo contrário, voltei a senti-lo muito cansativo e desinspirador (embora não propriamente desinspirado).
Pelo bem da honestidade que existe na nossa relação virtual, tenho de admitir que este ano não está a ser muito regular, mas os últimos três ou quatro meses conseguiram alterar muito as minhas rotinas e a minha disposição e forma de encarar uma série de hobbies e outras atividades que ocupam o meu tempo, desde a escrita ao exercício físico. Também por tudo o que foi mudando nestes meses, cheguei a junho cansada e com uma agenda tão preenchida que, obviamente, não deu para recuperar muita energia.
Felizmente, junho trouxe São João, aquela noite de verão em que ver balões no céu me deixa emocionada e em que quase uso #gratidão em todos os textos que escrevo porque me sinto realmente agradecida por viver aqui. O São João dá um novo fôlego ao ano, não tenho como o negar, e às vezes quase dá vontade de pedir desejos em balões alheios, principalmente naqueles que ensinamos a voar. O maior segredo? Paciência, nos balões e na vida.
A banda sonora destes dias
Álbum Lusa: ato II, de Bárbara Bandeira
Comecei a prestar alguma atenção à música da Bárbara Bandeira com os primeiros singles do álbum Finda, mas foi a proposta criativa de Lusa que a colocou na lista de artistas que ouço regularmente. O projeto Lusa pretende, acima de tudo, explorar as vertentes da música e da cultura lusa que formam a pessoa que ela, principalmente por ser filha de mãe brasileira e pai português, mas também por todas as influências musicais que acumulou ao longo do tempo.
Neste Ato II o foco foi a música portuguese mais tradicional, do Minho ao Alentejo, e sinto que, música após música, ganho mais curiosidade pelo dia em que todos os atos estarão cá fora. Acho que se está a criar um bonito puzzle.
💙 Em destaque: Rua da Saudade e Manel.
Álbum The boys of Dungeon Lane, de Paul McCartney
É um privilégio viver numa época em que o Paul McCartney ainda faz música e o facto de 2026 ter trazido um novo álbum não deixa de me deixar maravilhada. The boys of Dungeon Lane traz nostalgia e saudade captadas de numa coleção de músicas que parecem levar-nos pelas páginas de um livro de memórias ao qual adoramos voltar, mesmo que as memórias não sejam nossas.
Tenho-me feito difícil e ainda não comprei o álbum em formato físico, mas sei que não demorará muito porque a companhia que estas músicas me têm feito vai para lá da banda sonora de dias comuns.
💙 Em destaque: Days we left behind e Home to us.
Música I knew it, I knew you, de Taylor Swift
Parou tudo: a Taylor da música country voltou! Percebo que nem todos sintam o mesmo entusiasmo, mas, para quem começou a acompanhá-la neste género musical, há um gostinho especial quando a versão country da Taylor aparece. Numa altura em que se aguardam notícias sobre a possível regravação do primeiro álbum sair no 20.º aniversário do lançamento original, acho que tenho voltado muito mais aos álbuns country do que esperava.
Escrita para a banda sonora de Toy Story 5, é uma música universal: uns vão entendê-la sobre amor, outros sobre amizade, mas todos terão uma forma de perceber a música que pode não ter nada a ver com o que a Taylor tinha na cabeça, mas que não deixa de ser verdade. Gostei muito da música, principalmente de como a letra conseguiu transportar-me imediatamente para um cenário de luz dourada de outono, com memórias que claramente encaixavam ali. Estou prontíssima para o Debut (Taylor’s Version).
Álbum DIRTY BLONDE, de Bebe Rexha
Não dou tanta atenção à música da Bebe Rexha quanto devia. Vou ouvindo, mas acho que devia ouvir mais… algo que certamente vai acontecer com este novo álbum. Cada vez mais consagrada no dance pop, DIRTY BLONDE era um regresso aguardado, principalmente depois dos acontecimentos da última tour, e este álbum traz uma confiança diferente. Não sabia que precisava disso, mas este álbum entregou boa banda sonora de verão.
💙 Em destaque: New Religion.
Podcasts
Watch.tm com Kiko is Hot
Não vejo todos os episódios do Watch.tm, mas fiquei curiosa com o episódio em que o Kiko is Hot foi convidado. Para mim, Kiko is Hot e Pedro Teixeira da Mota era uma dupla improvável e isto tinha tudo para correr mal ou para ser um episódio muito bom. Calhou esta segunda opção. É um episódio divertido, descontraído e em que se percebe que, afinal, esta dupla não é assim tão improvável.
Diário de Marias, com Inês Maria Meneses e Rui Maria Pêgo
Sempre que os ouvia juntos torcia para que, um dia, a Inês Maria Meneses e o Rui Maria Pêgo criassem um podcast juntos e eis que chegou o Diário de Marias. Com episódios diários de cerca de dez minutos, este podcast de conversa aleatória foi criado para a Futura e tornou-se rapidamente um dos meus podcasts de conversa preferidos. Gostava muito de ter episódios mais longos, mas já fico muito contente por ouvir estes amigos conversar todos os dias.
Júlio Machado Vaz no Geração 40, de Júlio Isidro
Podemos chamar-lhe um encontro de Júlios? No final de maio, o Festival Podfest encheu o Teatro Municipal do Porto de conversas interessantes e um dos podcasts gravados ao vivo foi o Geração 40, conduzido pelo Júlio Isidro. Achei particular graça ao facto de haver uma certa formalidade no trato, mas foi uma conversa muito agradável, com os dois Júlios que melhor conversam neste país.
Assistidos
Love Story: John F. Kennedy Jr. & Carolyn Bessette
Tinha começado a série no final de fevereiro, mas só a meio de junho consegui terminar a primeira temporada de Love Story. Nesta temporada, o foco é a história de John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette, num retrato muito peculiar da sociedade estadunidense dos anos 90. Não conhecia a história desta relação, mas a série cativou-me logo pela banda sonora fenomenal, pelos cenários e pelas cores tão típicas da época que retrata.
Dica: é de evitar entrar nas teorias conspiracionistas da internet e recomenda-se uma dose de afastamento para manter presente a ideia de que é uma série baseada numa história real, mas que já nenhum dos visados está cá para contar o seu lado.
Maratona de Toy Story
Com a estreia de Toy Story 5, percebi que nunca tinha visto o 4.º filme da saga de animação e inicialmente o plano era apenas esse: ver o filme que não tinha visto. No entanto rapidamente o plano mudou e passou a ser rever a trilogia original e depois ver o 4.º filme. Foi muito reconfortante voltar a estas personagens, mas também foi curioso perceber que me lembrava pouco do primeiro e do terceiro filme, que há muitas piadas que obviamente me passaram ao lado quando era pequena e que há também uma grande carga emocional presente nestes filmes. Embora o 4 seja, sem dúvida, aquele de que menos gosto, também é aquele que mais me fez chorar (afinal, quantas vezes não questionámos já se o nosso papel em determinado contexto ainda faz sentido?).
Ainda não fui ver o Toy Story 5 e não sei se vou ao cinema ou se vou esperar pelo streaming, mas estou mesmo contente por ter sido nesta saga que descansei a mente ao longo do mês.
RAFA
Um ano e meio depois de ter deixado os courts, Rafael Nadal, um dos maiores tenistas de sempre, trouxe uma mini-série documental que percorre a sua carreira, mas também os últimos meses como jogador profissional de ténis. O Nadal e o Federer foram os jogadores que me fizeram gostar de ténis. Lembro-me de ver o Roland Garros na RTP 2 pela primeira vez e não ter a certeza de todas as regras, mas já ficar impressionada com a atitude do Rafa em cada partida.
Claro que, inevitavelmente, sempre acabei por torcer mais pelo Federer, mas também era pela rivalidade deles que ambos se iam desafiando a ser melhores — e isso também surge neste documentário. São só quatro episódios, de cerca de uma hora, e bem podiam ser mais. Vale a pena — acho que até para quem acompanhou a carreira dele haverá novas informações.
Voicemails for Isabelle
Sabes quando tudo o que te apetece fazer numa tarde de domingo é ver um filme previsível que sirva unicamente para passares o tempo? Estava assim no último domingo do mês, ali numa espécie de ressaca de quem teve uma semana de férias e no dia a seguir tem de voltar ao trabalho, por isso escolhi Voicemails for Isabelle, uma das mais recentes estreias da Netflix.
O filme resume-se na história de duas irmãs, Jill e Isabelle, que sempre foram melhores amigas. Já adultas, Jill muda-se para San Francisco para tentar seguir uma carreira como chef de pastelaria enquanto Isabelle continua a lutar contra a fibrose quística e pouco sai de casa. Quando Isabelle morre, Jill continua a telefonar-lhe e a deixar mensagens de voz à irmã. O que acontece? Bem, o número é rapidamente atribuído a outra pessoa (muito rápido mesmo) e, a partir daí, podes adivinhar as voltas que o filme dá. Claro que há previsibilidade na história, mas é um filme que entretém, com uma banda sonora porreira (a cargo da Este Haim e da Amanda Yamata). Fica a referência para uma das tuas tardes de domingo.
Coisas que li
O país dos outros, de Leïla Slimani
O país dos outros passa-se numa época habitual das minhas leituras — o pós-Segunda Guerra Mundial —, mas num cenário diferente: Marrocos. É para este país que Mathilde e Amine se mudam no final da guerra. Mathilde é francesca, nascida na Alsácia, e Amine é marroquino, combatente no exército francês durante a Guerra. Mais do que tentar construir as bases para a família que estão a criar, Mathilde percebe que a ida para Marrocos tem muito mais que se lhe diga.
Num país mais conservador, com uma religião diferente e com uma relação complicada entre colonizador e colonizado, a ideia de este ser o país dos outros vai buscar muito à colonização e à luta pela independência de Marrocos, tema acompanhado ao longo do livro, mas também à maneira como Mathilde encara a vida em Marrocos — e como ela própria é encarada numa terra que não é a dela.
Gostei da escrita da autora e de como me fui sentindo mais próxima e mais distante em vários momentos da história. Não é um daqueles livros pelos quais podemos passar à pressa; a história pede-nos que nos demoremos, que prestemos atenção, que tentemos compreender para lá daquilo que nos é dito.
Este já tem review publicada no blog.
A invenção ocasional, de Elena Ferrante
Se acho que estou a poupar os livros da Elena Ferrante porque ela não tem publicado? Acho, acho mesmo. Como, ainda assim, quero ir diminuindo a lista de livros por ler, escolhi um livro curtinho para ir intercalando com as leituras gigantes que tenho tido.
A invenção ocasional junta todas as crónicas escritas pela autora, ao longo de um ano, no jornal The Guardian. A particularidade? Os temas surgiram todos de questões que a redação do jornal enviou à Ferrante, a pedido dela.
Gosto mesmo muito da escrita da Elena Ferrante e gostei muito de a ler neste formato curto e mais pessoal, que permite uma proximidade diferente com a autora.
Caderno de encargos sentimentais, de Inês Meneses
A Inês Meneses é uma das vozes mais regulares das minhas semanas e sou particularmente fascinada pelas crónicas que vou ouvindo. Muito por isso, dei por mim surpreendida ao perceber que ainda não tinha lido nenhum dos seus livros escritos a solo. Como precisava de um bilhete para o Babell, fui em busca de livros baratinhos e quando me cruzei com Caderno de encargos sentimentais soube logo que vinha comigo.
O livro tem pequenos textos com vários pensamentos sobre a vida e os pormenores do dia-a-dia. Além de ser uma maravilha ler a Inês, acho que este livro (tal como outros dela que já vi) tem uma beleza que vai além das palavras e resulta numa edição muito colorida, com grafismos próprios. É daqueles pequenos livros que, no final, parece ter muito mais do que as páginas podem mostrar.
Oficina Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez, com a Bruna Martiolli
Foram dois meses de uma leitura diferente: reli Cem anos de solidão, do meu caro Gabo, enquanto acompanhava a oficina que a Bruna Martiolli preparou sobre o livro.
Sempre soube que Cem anos seria um livro ao qual voltaria, mas voltar desta vez foi diferente do que imaginava. Ia dizendo que tinha de reler, agora com mais maturidade, mais mundo literário e mais mundo do realismo mágico do Gabo, mas adiava, convencida de que tinha de esperar pela altura certa. Com a oficina da Bruna dei por mim a ver perspetivas sobre o livro que enriqueceram a minha (re)leitura e me deram a certeza de que hei de voltar outras vezes aos Buendía.
Quanto mais leio Gabo mais tenho a certeza de que há, na escrita dele, algo de realmente mágico, que nos transporta para universos onde tudo é possível e onde até a maior das solidões nos parece ser boa companhia.
Artigo Ser ou não ser (cringe), eis a questão, da Inês no Bobby Pins
Não sabia bem em que secção incluir esta publicação da Inn, mas tinha de a ter nestes favoritos. Estava a ouvi-la enquanto não fazia mais do que saborear um iced frappé e ia respondendo mentalmente àquilo que ela ia partilhando.
Acho que uma das minhas coisas preferidas na Inn é que as reflexões dela, sejam as que partilha publicamente na internet, sejam as que vejo acontecer ao vivo, soam-me sempre tão genuínas como uma conversa de amigas (se calhar ela ser minha amiga ajuda, mas estou tentada a apostar que não é só por isso). Neste caso, sinto que aquilo que ela foi dizendo nesta publicação encerrou de forma perfeita uma série de pensamentos e conversas que tive recentemente, quase concluindo ideias que eu ainda não tinha encerrado.
Está na versão paga do Bobby Pins, mas vou torcer para que se tornem subscritores pagos. 😁
Ao Vivo
III Jornadas do Serviço de Psicologia Clínica da ULSTS
Junho teve um fartote de eventos e começou logo com uma ida a Penafiel, onde nunca tinha ido, para ser oradora (!) nas III Jornadas do Serviço de Psicologia Clínica da ULS do Tâmega e Sousa. O que é que eu tenho a ver com isto? Bem, o tema das Jornadas foi relações digitais na era (des)conectada e fui convidada para participar no painel dedicado às dating apps. O que é a prova de que não se pode dizer nada na internet porque anos depois alguém vai ler e achar que temos coisas a dizer sobre o assunto.
Brincadeiras à parte, foi uma conversa agradável e interessante, num painel bastante descontraído. Não é que, hoje em dia, eu tenha muito a dizer sobre relações na era digital, mas foi interessante conversar um bocadinho sobre o assunto e, no fim, ainda dei uma volta pela cidade.
Ornatos Violeta e Snow Patrol ao vivo no North Music Festival
Há alguns anos que eu e o Diogo dizíamos que, quando voltassem, tínhamos de ir ver os Snow Patrol juntos. Não esperava que isso acontecesse na Maia, mas o North Festival mudou novamente de casa e, desta vez, ocupou o recinto desportivo maiato. Por sorte, os Ornatos Violeta foram também confirmados para o mesmo dia e acabei a ver duas bandas que adoro.
Gosto muito dos Snow Patrol e acho que dão um concerto muito envolvente e emotivo, mas também muito feliz. Este não foi exceção. Entre animações nos ecrãs, pensamentos partilhados pelo Gary e uma celebração coletiva de músicas que nos transportam para outras vidas, foi um concerto muito bonito.
No caso dos Ornatos, que também já tinha visto ao vivo, também foi um concerto muito envolvente e enérgico. Tive pena dos problemas técnicos finais, que obrigaram o concerto a terminar mais cedo, mas, mesmo sabendo a pouco, foi muito bom revê-los.
Não vimos muito do concerto do Luís Trigacheiro, mas também não acho que ele estivesse bem enquadrado naquele dia, com bandas mais pop-rock, por isso seria sempre um concerto com um ambiente diferente.
Slow J ao vivo no Maia Music Fest Outdoor
Não sei se já comentei isto alguma vez, mas acho mesmo interessante a importância que a Maia dá a eventos culturais e o quanto são ecléticos também. Neste caso, o Maia Music Fest Outdoor trouxe dois dias de concertos e fomos ao segundo, para ver Slow J, desta vez sem estarmos rodeadas de um conjunto de universitários da Queima.
Talvez por o contexto ser diferente, gostei muito mais deste concerto. Senti que havia um à-vontade maior, mas também mais interação com o público e, sinceramente, mais vontade de celebração coletiva. Faltou-me a Ultimamente, que gosto muito de ouvir ao vivo, mas foi um daqueles concertos em que sentimos mesmo que o verão está a começar porque tudo parece mais leve.
S. Pedro e Os Quatro e Meia ao vivo no Festival Solstício
A Maia (sim, outra vez) organizou mais uma edição do Solstício para assinalar o início do verão e, por isso, lá voltámos à cidade, desta vez para ver o S. Pedro e Os Quatro e Meia. O S. Pedro tinha sido uma boa descoberta do final de 2024, quando tive de ir pesquisar várias músicas dele para divulgar que seria artista convidado de um concerto solidário. Não associei de imediato que era a voz dos doismileoito, mas percebi logo que era um artista ao qual tinha de ficar atenta. Já Os Quatro e Meia são banda sonora há muitos anos, por isso era um reencontro aguardado, já em preparação para o concerto agendado para o fim do ano.
Gostei muito de ambos os concertos, mas principalmente d’Os Quatro e Meia, que se nota que já têm uma relação tão especial com o seu público que o concerto se torna numa festa de amigos. É bonito de se ver — e também é interessante perceber como uma banda cresceu tanto em tantos anos sem um álbum.
O que não correu tão bem foi o espetáculo de drones entre concertos. Já no ano passado tive a mesma opinião: é muito giro, mas quem está em frente ao palco só vê nos ecrãs e torna o tempo entre concertos tão longo que é aborrecido. Deixem os drones e continuem só a trazer música.
Noite de São João
Este ano, a minha mãe veio conhecer o São João do Porto por isso fiz questão de lhe mostrar os arraiais e de escolher um bom spot para assistirmos ao fogo de artifício. A noite de 23 de junho tornou-se a minha preferida do ano. Emociono-me com o céu cheio de balões e gosto desta aura portuense de festa em que todos são bem-vindos e onde as interações se fazem à base da martelada amigável. Vai ser sempre a minha festa popular preferida, não tenho dúvidas.
GNR, Pedro Abrunhosa e Rui Veloso ao vivo na Avenida dos Aliados
Com o São João marcado, foi uma ótima conjugação de agendas o facto de o Babell acontecer logo a seguir e ter um concerto dos GNR no programa. O Porto, para mim, sempre foi uma cidade de arte por causa da música e haver uma noite para celebrar a música portuense fez-me todo o sentido. Não sendo tão admiradora da música do Pedro Abrunhosa, queria muito ver os GNR nos Aliados, um palco onde nunca os tinha visto, e rever um concerto do Rui Veloso.
Os concertos foram, como seria de esperar, excelentes. Gostei de haver ligação entre todos, com o Abrunhosa a cantar com os GNR, o Rui Veloso a cantar com o Abrunhosa e ainda o Reininho e o Abrunhosa a irem cantar Chico Fininho com o Rui Veloso, e também da dinâmica de todos terem criado uma música especial para o festival, com a letra vinda dos versos de um poeta da cidade.
Tive pena de que os horários não tenham sido pensados para a logística de uma noite de quinta-feira. Três concertos de uma hora com tanto tempo de intervalo entre eles não podem existir numa noite em que o metro fechou à hora normal. Gostei muito dos concertos, mas não foi fixe fazer uma caminhada de mais de meia hora à uma e meia da manhã. Faltou algum cuidado logístico, infelizmente.
Sessões O Porto em 90 minutos: aulas de história da música e de história da literatura do Porto
Inicialmente, os meus planos para o Babell incluiam apenas o concerto, mas depois acabei por decidir que queria ir a duas sessões no domingo de manhã e lá arranjei bilhetes para as aulas de história do Porto em 90 minutos. A aula de história de música do Porto, dada pela professora e pianista Sofia Lourenço, foi a minha preferida. Fomos da Idade Média até à atualidade, numa aula muito dinâmica, em que íamos sempre ouvindo algumas das músicas referidas. Tinha receio de achar uma seca porque íamos percorrer períodos que não me interessam particularmente, mas gostei mesmo muito.
Depois seguiu-se a aula de história de literatura do Porto, com a professora Inês Pires de Lima. Não foi uma aula tão abrangente e focou-se apenas no século XIX, com análise de vários excertos de autores portuenses ou de referências ao Porto. Tenho de admitir que me deu algumas saudades das aulas do mestrado, mas rapidamente dei por mim apenas a apontar referências que preciso de ir ler para colmatar as minhas falhas… um bocadinho como fazia no mestrado também.
Comida e Bebida
Francesinha do mês: repetição de Casa das Tortas
A impressão deixada em fevereiro foi tão boa que acabámos a voltar à Casa das Tortas. Normalmente, sempre que a minha mãe me visita vamos comer uma francesinha e, desta vez, optei escolher um lugar onde já tinha ido. Ao contrário do que tinha dito em fevereiro, desta vez não notei tanto o sabor de mostarda, por isso ainda saí mais contente. Voltámos a aproveitar um desconto do The Fork, por isso jantámos a menos de 12€ por pessoa. Foi ótimo. Voltarei.
Somersby Maracujá e Laranja e 0,0 de Pêra
Basta começar a haver temperaturas mais elevadas e o meu frigorífico passa a ter sidras. Este ano, no entanto, troquei a sidra de maçã por dois novos sabores: maracujá e laranja e pêra. A de pêra, sem álcool, tem sido opção recorrente, mas a de maracujá e laranja surpreendeu-me tanto que se tornou logo uma das favoritas.
Cápsulas Starbucks de baunilha e Dolce Gusto iced frappé
Comprei uma máquina de café multicápsulas (falo sobre ela ali abaixo) e, por isso, tenho-me divertido a experimentar sabores de café e novas bebidas. Para já, tenho de destacar as cápsulas de baunilha da Starbucks para a Nespresso, que dão um sabor excelente às minhas bebidas de café, e a descoberta do verão: cápsulas de iced frappé da Dolce Gusto. Eu precisava disto na minha vida e não sabia.
Produtos de beleza
Batom Powermatte da NARS
Com o meu batom preferido da AURA a terminar, tenho andado em busca de batons dentro do mesmo tom, visto que este foi descontinuado. Um dos tons que queria experimentar, embora um pouco mais escuro, era o Start Me Up da Nars, por isso trouxe-o assim que o vi com uma promoção interessante. É um batom matte, mas confortável, com textura cremosa e duração média, e tenho gostado muito de o usar. Tenho gostado cada vez mais de ver estes tons mais pêssego/coral no meu tom de pele, por isso acho que foi uma ótima escolha.
Produtos para casa
Máquina de café multicápsulas POTTS, da Create
É muito raro beber café simples, mas adoro bebidas à base de café, por isso tomei como desejo de consumo para quando um dia fosse viver sozinha ter uma máquina de café. O meu problema? Que marca escolher, tendo em conta que queria, sobretudo, fazer as minhas bebidas com café e não tinha grande preferência de café propriamente dito. Não é que haja imensa variedade de cápsulas, mas sentia sempre que ia passar meses a pedir a amigos para me deixarem fazer degustações nos mais variados formatos e, no fim, não ia saber o que escolher.
Felizmente, descobri que existiam máquinas multicápsulas e fiquei logo de olho nos modelos da Create. Acabei por escolher a POTTS, em off-white, e tinha de a colocar como favorito deste mês. A máquina traz três adaptadores: cápsulas Dulce Gusto, cápsulas originais Nespresso e ainda café moído. Além destes três, existe ainda um adaptador que é comprado em separado para cápsulas Dolce Gusto, recomendado para cápsulas de variedades que tenham leite ou, no fundo, para bebidas que são feitas com duas cápsulas (uma de leite e outra de café).
O design da máquina é super bonito e brilhante, o café fica muito bom e estou a adorar poder fazer as minhas bebidinhas com sabores diferentes. Aliás, podem deixar sugestões de cápsulas porque estou numa de testar, já que para mim são todas novas. Dica de compra: se fizerem a compra pela aplicação têm um desconto extra. Além disso, a marca costuma ter promoções regulares, por isso dá para ver quando compensa mais comprar.
Gostas do meu trabalho? Paga-me um cappuccino: buymeacoffee.com/sofiacostalima
Até para a semana,









Fossem todos os meses assim, recheadinhos de coisas boas para nós ❤️ Obrigada pela recomendação e pelas palavras tão generosas, apanhaste-me desprevenida 🥹❤️
Bem, foi mesmo um mês bem recheado de coisas boas ❤️