254. reset november
Começar novembro com um reset, organizar a vida e ainda uma recomendação musical
Depois de ter abraçado o caos que outubro trouxe à minha vida, a chegada de um novo mês — o meu mês — pede um certo reset e, inesperadamente, dou por mim a escrever uma newsletter que me parece a parte dois da edição de 12 de outubro com aquilo que acontece depois do caos. Outubro obrigou-me mesmo a aceitar que precisava de tempo para criar uma rotina nova, mas também me obrigou a perceber aquilo de que preciso nessa rotina e aquilo que teria de ser uma peça fundamental para que ela funcione. Mas antes de criar a rotina decidi que era altura de um certo reset. De certa forma, diria que houve um vídeo da Bruna Martiolli que me motivou.
Normalmente, adoto novembro como o mês de começar a refletir sobre o ano que passou e de criar objetivos e traçar planos para o ano que se segue. Faço-o porque é o mês em que faço anos e, por isso, o meu subconsciente já me empurra naturalmente para usar novembro para esta tentativa de planear um ano e perceber o que aconteceu aos planos que tinha para o ano que está a terminar. Este ano, como mudei de trabalho em outubro, novembro parece não ter vindo de uma transição tão suave entre a sensação de setembro ser uma espécie de recomeço do ano e novembro ser o aproximar do fim de ano. No entanto, queria mesmo começar novembro com a vida mais organizada ou, pelo menos, com planos e objetivos definidos para a ir organizando ao longo das próximas semanas.
Tirei o primeiro dia do mês para organizar todo o mês e para concretizar um objetivo importante que tinha para cumprir esta semana. Como sempre, no primeiro dia do mês faço sempre o meu orçamento mensal para o mês, mas em novembro precisava de ir um pouco mais longe, até porque algumas das coisas que tenho de resolver este mês têm implicações no orçamento.
O meu plano de ataque
Financeiro
Gostava de abordar algumas questões sobre finanças pessoais de forma mais alargada em breve, talvez no blog, mas isto foram as tarefas que concretizei:
Amortizei antecipadamente o crédito pessoal que fiz quando iniciei o tratamento no dentista.
Criei uma nova automação de poupança, desta vez para a transferência mensal para um PPR.
Ajustei o meu objetivo de fundo de emergência e criei um plano para o atingir em X meses.
Abri conta num banco sem comissões com o objetivo de ter um PPR mais vantajoso e explorar outros produtos financeiros.
Dei início ao processo de fecho de uma das contas bancárias que tinha num banco tradicional.
Trabalho
Com o novo trabalho, que ainda sinto estar numa fase inicial, tenho estado a tentar perceber mais facilmente como medir produtividade e evolução numa função diferente e num local com um funcionamento diferente. Ainda assim, há já uma série de pequenos ajustes e objetivos que queria criar para conseguir manter-me organizada e não me sentir assoberbada com a quantidade de novas informações que ainda recebo.
Criei uma página no Notion com uma tabela simples, mas prática para ir colocando cada tarefa que começo e o estado em que se encontra.
Defini dois espaços temporais semanais fixos para trabalhar em pesquisa e organização para guias práticos, tendo em conta a manhã e a tarde em que tenho as reuniões longas da semana.
Escolhi a agenda de 2026, que irei comprar este mês.
Pessoal
Tem havido tanta coisa a acontecer que há pequenas tarefas e decisões que têm ficado para trás. Ou tinham, porque estive a registar tudo o que preciso de fazer nas próximas semanas para tentar não perder o fio à meada.
Reajustei o calendário de publicações, com datas concretas para os textos que tenho adiado (e procrastinado) e tópicos para aquilo que quero abordar.
Escolhi tudo o que preciso de comprar para o home office, algo que farei este mês, já com orçamento definido.
Ia começar um curso este mês, mas a data foi adiada para janeiro, por isso defini dias para terminar um curso que comecei online e outros dois que quero finalizar este ano.
Subscrevi uma plataforma para tentar voltar a treinar. A ideia é tentar recuperar o hábito e perceber se a plataforma funciona para mim.
Ainda este mês tenho de ir fazer inscrição num novo centro de saúde e quero escolher e comprar as prendas de natal.
Com isto, sinto pronta a começar novembro e, se os mil vídeos que me aparecem no feed do TikTok tiverem razão e astrologicamente novembro for um mês decisivo para quem é de signo escorpião, estarei a fazer boas bases para todos esses eventos incríveis que os astrólogos do TikTok dizem que estão por vir.
Esta semana no daylight
Escrevi finalmente sobre o concerto de comemoração dos 45 anos dos GNR no Coliseu do Porto! Mais do que escrever sobre o concerto, queria também contar um bocadinho da história que torna os GNR parte central da banda sonora da minha vida, por influência da minha mãe.
A viver nas páginas de…
Um por Um, de Freida McFadden
Outubro trouxe uma fase de leitura à qual não estou habituada: não me apeteceu ler. Tive uns sete ou oito dias em que não peguei num livro e noutros em que lia umas páginas de manhã, para tentar contrariar a sensação de que não me apetecia mesmo pegar num livro. Sei que isto aconteceu também porque outubro foi um mês em que aconteceu muito, mudei de trabalho e tive de começar a perceber que rotina ia funcionar comigo agora que trabalho maioritariamente a partir de casa. Ainda estou a perceber.
Ora, como vou passar os primeiros dias de novembro em casa da minha mãe trouxe os livros que comecei em outubro e mais um ou dois, mas acabei por decidir pegar primeiro num livro dela, daqueles que sei que devoro facilmente e me motivam para leituras seguintes: Um por Um.
A minha mãe aventurou-se nos livros da Freida McFadden este ano e devorou praticamente tudo o que existe publicado em Portugal, por isso o meu amigo Diogo ofereceu-lhe o Um por Um quando o livro saiu. Acho que falei d’A Criada por estes lados e sei que a Freida é um daqueles fenómenos de vendas que irritam pessoas que gostam de defender literatura complexa e difícil de processar, mas às vezes precisamos mesmo destes livros que vamos lendo só por passatempo. E é exatamente isso que quero de Um por Um. Deixo-te a sinopse:
Seis amigos. Uma floresta. Sem rede de telemóvel. Sem ajuda. Um a um, começam a desaparecer. Predador ou traição?
Claire tinha tudo planeado: uma semana tranquila com dois casais amigos, longe da rotina stressante do trabalho e das exigências da maternidade. Seria a oportunidade perfeita para compor o casamento, percorrer trilhos na natureza e relaxar em banhos de hidromassagem. Um retiro de sonho.
Mas o que começa como uma simples avaria na carrinha, numa estrada de terra remota, rapidamente se transforma num pesadelo. Sem rede no telemóvel e sem qualquer ajuda à vista, o grupo decide seguir a pé pela floresta até ao hotel. Só que a natureza tem outros planos.
Perdidos. Isolados. Vulneráveis.
À medida que as horas passam e a noite cai, os seis amigos percebem que estão irremediavelmente desorientados. E pior: um a um, começam a desaparecer… ou a morrer. Será obra de um animal selvagem escondido na floresta? Ou o verdadeiro perigo caminha entre eles?
Enquanto a tensão aumenta e a confiança se desintegra, uma certeza emerge no silêncio do bosque: apenas um deles voltará a casa com vida.
Recomendação aleatória da semana
Everybody Scream, o novo álbum de Florence + The Machine
A Florence não foi inocente ao escolher o dia 31 de outubro para data de lançamento do novo álbum de Florence + The Machine. Os singles de avanço já faziam prever um pouco aquilo que podíamos esperar de Everybody Scream, mas tenho de reconhecer que ouvi-lo num Dia das Bruxas tão chuvoso e escuro foi uma experiência ainda melhor.
Ainda é cedo para dizer quais são as minhas faixas preferidas, mas acho que não é cedo para o recomendar. Um belo álbum de outono.
Coisas que iluminaram a semana
Dillaz ao vivo em Trancoso
O Dillaz esteve para atuar em Trancoso em agosto, numa terça-feira aleatória que me irritou porque queria assistir e não ia poder. Depois vieram os incêndios e o concerto dele foi cancelado. Eis que a Feira da Castanha revela o cartaz e o Dillaz é o artista a atuar na primeira noite. Vinha do Porto de qualquer forma e admito que conduzi pela tempestade motivada por ir assistir ao concerto.
Sinto que foi o público mais distante e estranho em que já estive, não só por ser maioritariamente mais novo do que eu, mas principalmente pela forma completamente diferente de interagir com o artista. Não sei se isto é moda, se é geracional, mas como assim não batem palmas no fim de uma música? Dillaz, desculpa, merecias um público mais quente numa noite tão chuvosa.
Ainda assim, comparando ao concerto a que tinha assistido no verão, gostei de ver um uso de auto tune muito mais eficiente e interessante e gostei de ver que a energia que ele entrega não se altera mesmo que esteja a tocar para bem menos gente do que o habitual.
Gostas do meu trabalho? Paga-me um cappuccino: buymeacoffee.com/sofiacostalima
Até para a semana,




que giro, eu também faço anos em novembro !! no caso, amanhã ehehe :p